O autoplay é uma espécie de scroll infinito aplicado ao vídeo: deixa de haver pausa e espaço para pensarmos se queremos fazer outra coisa. São-nos recomendados, na coluna da direita, vários vídeos com imagens berrantes e premissas atraentes: "Não vais acreditar no que este cozinheiro fez com 3 pedras e um sapato!"
Na corrente de vídeo atrás de vídeo, rapidamente passamos de séries infantis para falsos documentários sobre como as vacinas matam. A introdução de vídeos curtos no YouTube Shorts é uma tiktokização que só multiplica os problemas. E mesmo que criemos as nossas playlists feitas à medida dos nossos critérios, o autoplay descontrolado voltará mal a playlist termine.
Sabemos que nada disto é acidental e faz parte da lógica da plataforma. Face a isso, o que podemos fazer para resgatar a atenção das crianças e minimizar os riscos e consequências do uso prolongado do YouTube?
A verdade é que a curadoria dá muito trabalho e que ter um algoritmo a escolher por nós é tremendamente conveniente. O problema é quando não controlamos esse algoritmo, nem temos forma de saber como é que decide o que é bom ou não para nós. Por isso, juntámos um conjunto de medidas práticas para tornar a experiência das crianças no YouTube um pouco menos má.